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    Cirurgia odontológica

    Por Dra. Letícia Malcher (CRO-PA 7360) e Dra. Márcia Barroso (CRO-PA 2050)

    Terceiros molares (sisos): acompanhar ou extrair?

    Entenda quando sisos podem ser monitorados e quando dor, infecção, cárie ou impacto justificam remoção.

    7 minAtualizado em 20 de junho de 2026

    Como orientamos na LM Odonto

    Em cirurgia, nossa prioridade é que o paciente entenda por que o procedimento foi indicado, quais cuidados protegem a cicatrização e quando é preciso nos avisar. Informação clara reduz ansiedade e melhora o pós-operatório.

    O que explicamos em consulta

    Siso sem problema clínico pode ser acompanhado em alguns casos.

    Dor, pericoronarite, cárie, doença gengival, cisto ou impacto podem justificar remoção.

    Radiografias ajudam a avaliar posição, raízes e proximidade de estruturas anatômicas.

    Por que sisos causam dúvidas

    Os terceiros molares nascem mais tarde e frequentemente encontram pouco espaço. Podem ficar parcialmente cobertos por gengiva, inclinados ou impactados contra outro dente.

    Nem todo siso precisa ser removido automaticamente. Diretrizes como a do NICE desaconselham a remoção profilática de terceiro molar impactado sem doença. O ponto é avaliar se ele está saudável, higienizável e sem sinais de dano aos tecidos ou dentes vizinhos.

    Quando remover é considerado

    O NHS lista problemas como dor, inchaço, pericoronarite, alimento retido, cárie, doença gengival, cisto e abscesso como situações que podem levar à remoção. A avaliação clínica e radiográfica confirma a indicação.

    Sisos parcialmente erupcionados podem acumular placa sob a gengiva e inflamar repetidamente. Quando o acesso de higiene é inviável, o risco de recorrência pesa na decisão.

    Como é a cirurgia

    A remoção pode ser simples ou cirúrgica. Em casos impactados, pode envolver corte na gengiva, remoção de osso e divisão do dente em partes, sempre com anestesia e técnica adequada.

    A proximidade com o nervo alveolar inferior ou seio maxilar exige planejamento. Exames de imagem ajudam a explicar riscos e alternativas.

    Pós-operatório

    Cuidados com coágulo, alimentação macia, higiene orientada, controle de esforço e retorno programado reduzem riscos. Tabaco e bochechos vigorosos podem prejudicar cicatrização.

    Dor que piora após alguns dias, gosto ruim, febre ou inchaço progressivo não devem ser considerados normais.

    Um cuidado antes de decidir

    Este texto ajuda você a chegar mais informado à consulta, mas não fecha diagnóstico nem indicação de tratamento. A melhor conduta depende do exame clínico, do seu histórico e dos objetivos conversados com a dentista.

    Fontes