Voltar para artigos
    Prevenção

    Por Dra. Letícia Malcher (CRO-PA 7360) e Dra. Márcia Barroso (CRO-PA 2050)

    Sensibilidade dentária: causas possíveis e avaliação antes de procedimentos

    Conheça causas de sensibilidade ao frio, doce, escovação ou clareamento e quando investigar cárie, trinca ou retração.

    6 minAtualizado em 20 de junho de 2026

    Como orientamos na LM Odonto

    Prevenção é o tipo de cuidado que preferimos começar cedo, antes da dor aparecer. Pequenas orientações sobre higiene, flúor, dieta e retornos podem evitar tratamentos mais complexos depois.

    O que explicamos em consulta

    Sensibilidade pode vir de retração, desgaste, trinca, cárie, restauração defeituosa ou clareamento.

    Antes de clarear ou restaurar, é importante localizar a causa da dor.

    Tratamento varia de dessensibilizantes e orientação de higiene até restauração ou tratamento mais complexo.

    Sensibilidade não é diagnóstico

    Sentir dor breve ao frio, doce ou escovação pode ter várias causas. Retração gengival, erosão ácida, abrasão por escovação, trincas, cárie, restauração infiltrada e clareamento estão entre possibilidades.

    O mesmo sintoma pode ter tratamentos diferentes. Por isso, a avaliação deve identificar localização, duração, estímulo e sinais associados.

    Antes do clareamento

    A ADA aponta sensibilidade temporária e irritação gengival como efeitos comuns de clareamento vital. Se o paciente já tem sensibilidade, o protocolo pode precisar de adaptação.

    Cáries, trincas e retrações devem ser examinadas antes. Clarear sem diagnóstico pode aumentar desconforto e adiar tratamento necessário.

    Restaurações e desgaste

    Restaurações com margem aberta, excesso de mordida ou profundidade grande podem gerar sensibilidade. Desgaste por bruxismo ou erosão também pode expor dentina.

    O tratamento pode envolver ajuste oclusal, polimento, selamento, restauração, dessensibilizante, controle de dieta ácida ou placa de proteção.

    Quando procurar atendimento

    Dor espontânea, dor que permanece após o estímulo, inchaço, fratura visível, escurecimento dental ou sensibilidade localizada persistente exigem avaliação.

    A prevenção ajuda: escovação adequada, creme fluoretado, limpeza interdental e orientação profissional reduzem fatores que levam à exposição dentinária.

    Um cuidado antes de decidir

    Este texto ajuda você a chegar mais informado à consulta, mas não fecha diagnóstico nem indicação de tratamento. A melhor conduta depende do exame clínico, do seu histórico e dos objetivos conversados com a dentista.

    Fontes