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    Restauração dentária

    Por Dra. Letícia Malcher (CRO-PA 7360) e Dra. Márcia Barroso (CRO-PA 2050)

    Materiais para restauração: resina composta, ionômero de vidro e amálgama

    Compare materiais restauradores diretos e entenda indicações, estética, resistência, liberação de flúor e cuidados.

    8 minAtualizado em 20 de junho de 2026

    Como orientamos na LM Odonto

    Em restaurações, buscamos preservar o máximo de estrutura dental possível. O material é importante, mas técnica, diagnóstico e controle do risco de cárie costumam fazer tanta diferença quanto a escolha da resina ou de outro material.

    O que explicamos em consulta

    Resina composta é estética e adesiva, mas depende de controle de umidade e técnica.

    Ionômero de vidro libera flúor e pode ser útil em indicações específicas, mas isso não substitui controle de biofilme e dieta nem o torna adequado para toda cavidade.

    Amálgama é material metálico histórico; decisões sobre uso ou remoção devem ser individualizadas e responsáveis.

    Resina composta

    A resina composta é o material da cor do dente mais lembrado em restaurações atuais. Ela pode aderir ao dente, reproduzir estética e conservar estrutura quando bem indicada.

    Sua execução exige isolamento, adesivo adequado, espessura de camadas, luz de polimerização eficiente e acabamento. Falhas nesses passos podem gerar sensibilidade, infiltração ou desgaste precoce.

    Ionômero de vidro

    O ionômero de vidro é usado em situações específicas, como algumas restaurações cervicais, bases, selamentos e contextos de controle de cárie. O material libera flúor, mas o benefício clínico depende da indicação e não compensa higiene ou dieta inadequadas; sua resistência mecânica também pode ser limitada em áreas de grande carga.

    A indicação depende de risco de cárie, umidade do campo, localização e objetivo do tratamento. Muitas vezes, ele atua como parte de uma estratégia preventiva e restauradora.

    Amálgama

    O amálgama é uma liga metálica que contém mercúrio e foi usado por décadas em dentes posteriores. A FDA descreve benefícios, riscos potenciais e grupos em que a decisão exige cuidado.

    A remoção de amálgamas íntegros só por receio, sem indicação clínica, pode remover estrutura dental e expor temporariamente a vapores durante o procedimento. A decisão deve ser conversada com o dentista.

    Como escolher material

    A escolha considera tamanho da cavidade, posição do dente, estética, umidade, carga mastigatória, risco de cárie, alergias, custo e preferência informada do paciente.

    A ADA mantém revisões sobre materiais restauradores diretos. O ponto prático é que não existe material perfeito para tudo; existe indicação técnica para cada cenário.

    Um cuidado antes de decidir

    Este texto ajuda você a chegar mais informado à consulta, mas não fecha diagnóstico nem indicação de tratamento. A melhor conduta depende do exame clínico, do seu histórico e dos objetivos conversados com a dentista.

    Fontes