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    Laserterapia

    Por Dra. Letícia Malcher (CRO-PA 7360) e Dra. Márcia Barroso (CRO-PA 2050)

    Laserterapia na odontologia: quando pode auxiliar e quais são os limites

    Entenda o uso de laser como recurso auxiliar, regulamentação pelo CFO, indicações possíveis e importância da habilitação.

    7 minAtualizado em 20 de junho de 2026

    Como orientamos na LM Odonto

    Quando indicamos laser, explicamos que ele é um recurso auxiliar. Ele pode ajudar no conforto e na cicatrização em situações selecionadas, mas não substitui diagnóstico nem tratamento da causa.

    O que explicamos em consulta

    O CFO reconhece laserterapia como prática integrativa e complementar à saúde bucal em resolução específica.

    Na fotobiomodulação, benefício e dose dependem da condição tratada; resultados não devem ser generalizados entre indicações.

    Parâmetros, proteção ocular, diagnóstico e habilitação são essenciais para segurança.

    O que é laserterapia

    Na odontologia, o termo laser abrange tecnologias diferentes. A fotobiomodulação usa luz de baixa intensidade com parâmetros definidos e pode ser empregada como adjuvante em algumas condições; lasers cirúrgicos têm outros mecanismos e indicações. Nenhum deles substitui diagnóstico ou tratamento da causa.

    Na LM Odonto, o laser é utilizado como recurso complementar quando há indicação. Ele faz parte de um plano de cuidado e não representa uma promessa isolada de resultado.

    Regulamentação no Brasil

    A Resolução CFO-SEC-82/2008 reconhece e regulamenta práticas integrativas e complementares à saúde bucal, incluindo laserterapia. O texto trata de habilitação e limites de atuação do cirurgião-dentista.

    A regulamentação profissional não comprova eficácia para toda indicação. O paciente pode perguntar sobre formação, diagnóstico, objetivo, evidência aplicável e cuidados de segurança.

    Segurança e parâmetros

    Laser exige comprimento de onda, potência, dose, tempo e área de aplicação adequados. Proteção ocular e controle de biossegurança são indispensáveis.

    Sem diagnóstico, o risco é tratar sintoma e atrasar o cuidado necessário. Dor após cirurgia, lesões de mucosa, inflamações e outras situações precisam de avaliação antes de qualquer aplicação.

    Expectativa correta

    A evidência sobre fotobiomodulação varia conforme a condição clínica e os parâmetros usados. Um resultado observado em mucosite oral, por exemplo, não pode ser automaticamente transferido para dor cirúrgica, sensibilidade ou outra indicação.

    Um plano responsável explica se o laser será complementar, quantas sessões podem ser necessárias, quais cuidados acompanham o procedimento e quando reavaliar.

    Um cuidado antes de decidir

    Este texto ajuda você a chegar mais informado à consulta, mas não fecha diagnóstico nem indicação de tratamento. A melhor conduta depende do exame clínico, do seu histórico e dos objetivos conversados com a dentista.

    Fontes